
Bomba Atômica Morango
Certo dia, eu e minha irmã estávamos assistindo ao filme Across the Universe, e durante a música “Strawberry Fields”, mostrava as cenas de uma guerra e bombas que pareciam morangos caindo. Elas não pareciam matar ninguém, apenas sujavam as coisas de vermelho.
Eu olhei pra ela e suspirei: “quem dera a guerra fosse feita de morangos! Desse jeito não morreria ninguém”. Ela concordou. “Ou então, fosse decidida na Copa do Mundo”, ela disse.
No mesmo momento, me veio à mente uma cena sobre um jogo de paintball. No jogo, há uma guerra entre dois grupos, onde eles atiram bolas de tinta uns nos outros. Há vencedores e perdedores, mas ninguém vai pra casa ferido, e ninguém deixa de voltar pra casa.
Do mesmo modo, a final da Copa do Mundo. As pessoas ficam torcendo por seus “heróis”, que ficam apenas jogando bola, sem atirar nada em ninguém, e no final, é decidido o campeão, com base em seus gols e seu desempenho, não em seu arsenal de guerra.
Como seria bom se todos amassem o Senhor. Como seria bom se as coisas fossem decididas de maneira simples, se o ser humano não quisesse mais do que o outro tem. Como seria bom se o amor fosse a lei.
As guerras seriam decididas numa partida de futebol. Pense em quantos cristãos e mulçumanos seriam poupados nas cruzadas. Pense nos seis milhões de judeus poupados dos campos de Hitler. Assista a partida épica entre Estados Unidos x Vietnã. Nenhum morto. Nenhum ferido. Ninguém sairia humilhado. “Na Guerra que vem tem mais”, diria um dos combatentes americanos, trocando a camisa com seu oponente sul-vietnamita. “É, mas só daqui a quatro anos”, ele responderia.
No paintball também seria igual.
Duas equipes de oponentes, Israel e Palestina, se enfrentavam em um campo largo, cheio de colchões, placas, postes, feno e caixas, onde decidiriam o destino do território. Ninguém ferido, nenhuma criança com metralhadora na mão. “Não, filho. Não pode ir à guerra. Paintball é coisa de gente grande”, diria o pai a um de seus filhos mais velhos.
No final, a faixa de Gaza iria parar nas mãos de quem ganhou o jogo, não de quem matou mais pessoas.
A bomba de Hiroshima e Nagasaki seria uma bomba de morangos. E, depois que a bomba fosse lançada, os notíciários dariam a nova:
“Hoje, os Estados Unidos bombardearam a cidade de Hiroshima e a cidade de Nagasaki com bombas de morango e caramelo. 200 mil pessoas estão agora pintadas de vermelho e amarelo, e o Japão declara rendição. Nesse momento, as vítimas estão estiradas no chão, tomando banho em praça pública, para tirar o açúcar”.
março 28, 2009 at 8:54 pm
Eu amei essa idéia de guerrear com jogos, e de bombardear com morangos e caramelo. Eu acredito nisso sabia? E mesmo se não acontecer vou continuar acreditando, não gosto de ver as pessoas se matando e o que é pior, ver matando pessoas que não tem nada a ver. Amei esse post…
março 31, 2009 at 6:46 pm
Achei interessante a alusão que vc retirou do filme Across the universe,eu já assisti ao filme,e concordo,realmente seria bem melhor se as munições que fossem usadas pelos combatentes em plena guerra,fossem feitas de morangos,as batalhas seriam doces e sutis.
Mas me vem um questionamento sabe…a humanidade é tão complexa,me parecem sempre gostar de dificultar as coisas…será que se as coisas fossem resolvidas com mais simplicidade,se houvesse paz acima de todas as coisas,se houvesse mais amor entre as pessoas,ainda assim lembrariam de Deus?
As pessoas são tão promíscuas,que não procuram conhecer Deus pela sua verdadeira essencia,buscam a prosperidade de Deus,e não o Deus da prosperidade,é como se o relacionamento com Deus fosse uma troca:”Sirvo a Deus para ser servido”
É por isso que pergunto,se obtivéssemos mais paz,ainda assim lembrariam de Deus?
Deus é tão além de prosperidades ou qualquer benefício que o mesmo possa fazer…
Bom,eu desejaria um pouco mais além:
Que ao invés das pessoas questionarem Deus,ou simplesmente acatar o “Deus” que é pregado como doador de riquezas,que dispusessem parte de seu tempo para entendê-lo,sentir Deus em sua essência,e não simplesmente acreditar em ideologias de segundos e terceiros a respeito do mesmo.
Uma coisa é certa,somos humanos de mente e capacidade limitada,em busca de entender “um” Deus de mente singular e ilimitada…mas se torna ainda mais inacessível entender a verdadeira essencia de Deus,se nos prendermos somente ao que nos é dito.
ps:Adorei seu Blog,bem folosófico eu diria!
(ah,e foi mal pelo extenso comentário,é que as vezes eu me impolgo,rsrs)
agosto 8, 2010 at 12:21 am
olha eu ja ouvi falar que o paintball naverdade é um programa do governo que prepara jovens e adulos para a guerra caso o brasil entre em guerra e os cidadãos de 15 a 32 seriam recolhidos para guerra e ai todo o dinheiro que as pessoas investem comprando balas para jogar no paintball ea para o governo investir em arma.
janeiro 2, 2011 at 12:47 pm
[...] Pensamentos sobre uma Guerra de Paintball março, 20093 comentários 4 [...]