Se você leu meu post Onde encontrar Deus, você sabe que não há uma resposta lógica pra isso. Mas não significa que não há lugar para encontrá-lo. Não, eu não estou falando da igreja, do templo. Estou falando de um coração. Um coração sincero. Um lugar para Ele morar.

Algumas pessoas não conseguem crer em Deus. Mas não dá pra acreditar em Deus se você não abrir uma brecha. Se você estiver tentando provar que Ele não existe, ao invés de procurar saber se Ele existe, é quase óbvio não encontrá-lo. Se eu procuro provar que uma coisa não existe, mesmo que eu esbarre na prova da existência, vou tentar ocultá-la com uma refutação.

Mas o que eu pretendo não é dar uma receita. Não vou dizer para que você entre no seu quarto, feche a porta e ore por horas. Não. Vou dizer algo simples. Abra uma porta.

Em qualquer lugar, até mesmo lendo esse post, procure Deus. Ore, do jeito que você achar melhor. Oração é uma conversa, uma ligação entre você e Deus, de um modo que você e ele entendem. Muita gente ora aos gritos, aos prantos, às gargalhadas. Qualquer jeito é válido, desde que seja uma oração sincera. Não dá pra não ser sincero com Deus. Ele conhece o artista por trás da máscara.

Alguns oram assim (acho que todo mundo já ouviu uma oração desse jeito): “Senhor, Deus de meus pais, Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Aqui estou em Tua presença pra te pedir tua misericórdia. Te louvamos por tudo o que és”. Nada de mais com essa oração, a não ser pelo fato de que, se a oração terminasse aí, não teria sentido. Eu aconselho uma versão mais enfática dessa oração. Ele é o Deus de Abraão, de Isaque e Jacó, sim. Mas também pode ser o seu Deus. Então, pode dizer: “Meu Deus. Estou aqui pra te pedir compaixão, eu sei que Você é grade, mas eu desejo encontrá-lo, por isso, estou aqui.”

Além disso, aconselho que você tenha uma Bíblia. Apesar de existirem muitos livros e sites que podem nos ajudar, não existe nenhuma fonte mais fiel e verdadeira do que a Bíblia para falar de Deus. Existem sites que providenciam diversas versões da Bíblia em formato digital, para celular, iPod ou computador. Basta uma procura no Google pra achar várias. Procure uma versão mais simples, mais fácil de ler. Eu recomendo a Nova Versão Internacional, mas a Nova Tradução na Linguagem de Hoje é ainda mais fácil.

Deus não é um Deus distante. Ele deseja se relacionar com Seus filhos. Ele deseja ter uma intimidade com você, de modo que você possa conhecer a Ele, compartilhar das verdades dele com os amigos. Bem, e pra não termos nenhuma dúvida de que ele pode ajudar você a encontrá-lo, eu sou seu amigo. Posso ajudá-lo.

Meu e-mail é jeanpierryf@gmail.com. Você pode entrar em contato comigo pra esclarecer dúvidas ou simplesmente buscar ajuda e desabafar. Deus é bom, ele é o próprio amor. Abra o coração para sua busca. Procure Deus. Ele deseja ser achado.

A crença corrente no evangelicalismo é que Deus não pode nos dizer um “não”, que somos filhos Dele e temos que receber sim para tudo o que fazemos. Essa crença, além de absurda é anti-bíblica. A Bíblia nos dá inúmeros exemplos de pessoas que receberam um “não” de Deus, desde os piores homens, até aos mais amados por Ele.

O fato é que não conseguimos controlar Deus, como alguns de nós queremos. Deus é Soberano, e está no controle. Se estivermos dispostos a obedecer a Deus e seguir Sua vontade, nos sujeitarmos a Ele, provamos quão agradável é a Sua vontade pra nós. Mas se nos recusamos e formos rebeldes, por que não seríamos devorados pela espada? (Is 1.22)

Deus não nos deve nada, não tem obrigação nenhuma conosco, nem sequer precisava nos amar, porque não há nada de amável em nós. Mas Ele quis nos amar, quis ter uma necessidade (se é que eu posso aplicar esse termo) por nós, que O levou a dar Seu Filho pela humanidade. Quando não entendemos que o melhor já foi feito, nos contentamos com frases como “o melhor de Deus está por vir” ou coisas do tipo. Como disse Mark Driscoll em seu twitter: “Nós merecemos o Inferno. Tudo o que vier além disso é um presente”. O melhor de Deus é Cristo, e Cristo foi entregue por nós na cruz.

As pessoas se apegaram à teologia de que Deus é bom e rico e Seus filhos não podem sofrer. Frequentemente se ouvem frases como “se eu sou filho do dono do ouro e da prata, não posso viver na pobreza”. Essa teologia da positividade nada nos acrescenta. Não é só por eu decretar que amanhã eu vou ficar milionário que isso vai acontecer. Ouvem-se histórias de pessoas que foram abençoadas por Deus e ficaram ricas, outras que foram curadas miraculosamente. Mas existem também histórias de pessoas que amavam Jesus e morreram sem ter um carro, ou tiveram câncer, sofreram derrotas. Mas não vemos isso na mídia. Isso não dá audiência, não parece aumentar nossa fé. Mas deveria. A Bíblia está cheia de homens com problemas, gente que foi perseguida, humilhada, pobre, mas estava lá, sendo Igreja, aos pés dos apóstolos. Isso é o que devia nos fazer ficar mais fortes.

Essa positividade toda pode a princípio parecer boa, mas, na maioria dos casos, não é. Para quem consegue o que quer, recebe o que pediu, Deus é bom e fiel. Mas e quando não recebemos? Deus ainda é bom e fiel?

A verdade é que a confissão positiva não consegue nos explicar isso, não nos prepara para o Deus da Bíblia. E o Deus da Bíblia nem sempre diz sim.

Em 2 Samuel 7, vemos uma história interessante. Davi era um homem segundo o coração de Deus, segundo o próprio Deus diz: “Encontrei Davi […] homem segundo o meu coração; ele fará tudo o que for da minha vontade” (At 13.22, NVI). Mas Davi, esse “homem segundo o coração de Deus”, recebeu um não de Deus. Quando teve a intenção de fazer um templo para o Senhor, recebeu a falsa mensagem positiva de que Deus era com ele. Na mesma noite, Deus manda o profeta dizer a Davi que ele não vai construir templo algum (2 Sm 7.1-17). Davi recebeu um não de Deus, mesmo que as suas intenções fossem as melhores. Mas Davi estava preparado para isso, tanto que o vemos louvar, na segunda parte do capítulo 7. Davi não era adepto da confissão positiva.

É verdade que nós somos filhos de Deus, que Ele nos ama, mais ainda é verdade também que Deus não é nosso empregado. O nome de Deus (Javé ou Jeová) é substituído desde a Septuaginta por SENHOR, que é seu título mais significativo. Deus é Senhor, e é Soberano. Nós é que somos os servos, os súditos.

Nem sempre temos disposição pra entender que a vontade de Deus, ainda que doa, ainda que nos machuque, é boa, perfeita e agradável. Porque nós nos concentramos nos momentos que vivemos, que ainda que sejam doloridos, são passageiros. Mas Deus conhece o futuro e deseja ele mesmo nos dar um futuro (Jr 29.11 – NVI). Deus não se preocupa com os momentos. Deus se concentra na eternidade.

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Este blog é fantástico!.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 2,600 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 6 747s cheios.

Em 2010, escreveu 4 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 24 artigos. Fez upload de 2 imagens, ocupando um total de 38kb.

The busiest day of the year was 10 de novembro with 26 views. The most popular post that day was Onde encontrar Deus?.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram forumgospel.com.br, google.com.br, search.conduit.com, twitter.com e ninejc.blogspot.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por onde encontrar deus, strawberry, strawberry fields, deus cade você e frases do filme constantine

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

Onde encontrar Deus? junho, 2009
7 comentários

2

Deus? Cadê Você? abril, 2009
10 comentários

3

Pensamentos sobre uma Guerra de Paintball março, 2009
3 comentários

4

Pensando em Pensar julho, 2009
2 comentários

5

Deus ama os esquisitos? agosto, 2009
2 comentários

Reforma.

É disso que a Igreja Evangélica precisa. Um dia, houve uma Reforma que deu origem à igreja evangélica-protestante, mas hoje, em pleno século XXI, precisamos de uma nova Reforma. Parece que a primeira não está fazendo mais efeito.

Os moldes são os mesmos. Mudar a Igreja dentro das igrejas. Parece que os protestantes não andam protestando muito nesses dias. Pelo contrário, nos vejo muito conformados. Cada dia mais, uma nova igreja nasce perto de casa. Acho que estamos perdendo o foco. Ou o juízo.

Não vejo nada contra a proliferação de nomes e denomes nas igrejas, desde que isso priorize o crescimento do Evangelho do Reino, e não o reino dos homens; mas é justamente isso que NÃO acontece. O reino dos homens está em vasta expansão, disfarçado, adivinha, do reino de Deus. Não estou dizendo que o Reino de Deus não está avançando, mas que, o motivo dele avançar não somos nós – bem, não todos nós. Alguns de nós – e não sei se me incluo nesses – são sinceros e estão levando o Reino para frente. Às vezes, isso custa suas vidas. Homens e mulheres que não só doam dinheiro, casas, carros – ou outros objetos dignos de louvor humano – mas suas vidas, seu tempo, sua inteligência, suas vozes, seus corpos.

O que acontece é que esses homens e mulheres são seres anônimos, que não têm programas de TV ou contas multimilionárias. Não estou criticando quem tenha, mas desprezo a demagogia. A Igreja tem perdido com isso, mas os “líderes” televisivos não estão percebendo. Se percebem, não ligam.

Muitas igrejas, pela lógica, significaria mais pessoas livres, mais seres humanos amando uns aos outros, menos pessoas morrendo (e matando) por dirigirem bêbadas. Mas na prática, mais igrejas parecem significar, para esses senhores que se auto-entitulam pastores, bispos e até “apóstolos” (ignorando as premissas para tal cargo, mas tudo bem, isso fica pra depois), mais dinheiro, mais milagres que geram mais mídia e consequentemente mais dinheiro. Como disse o Apóstolo Paulo a Timóteo, o amor ao dinheiro é a causa de todos os males.

Então, que a Reforma venha. Se vier, que não demore. Pois, tenho pra mim que se demorar, não sobrará uma igreja que não tenha sido transformada em trinta outras.

Acho que uma Reforma só não vai dar.

“Oi, meu nome é Jean Pierry. Sou pecador”.
A fórmula acima eu peguei da saudação inicial de grupos de
recuperação. Geralmente a apresentação do nome não é seguida de um título, mas da condição.
Há algum tempo comecei na igreja da qual faço parte um grupo de Pecadores Anônimos. Embora esse não fosse o nosso nome, era isso que éramos. Pecadores cheios de culpa, sedentos de perdão, e não hipócritas que teciam para si capas de santidade fingida. Outrora sepulcros caiados – usando as palavras de Jesus – naqueles momentos de reunião, tentávamos falar com toda sinceridade.
Em cada reunião, fazíamos o que a Bíblia diz em Tiago 5.16:
“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados”.
Criar um ambiente de confiança não é fácil, e muitas vezes, eu mesmo tive vergonha de compartilhar meus defeitos com os outros. Mas conforme fomos nos reunindo por várias manhãs de sábado, nos tornamos confidentes uns dos outros e dizíamos coisas que ninguém mais sabia. Alguns reclamavam de Deus e ninguém recriminava suas dúvidas; depois, eram consolados. Outros confessavam pecados ocultos; e iam pra casa aliviados. Mas todos, sem excessão, tinham que confessar uns aos outros: “Oi, eu sou pecador”.
Eu ensinei a eles algo que eu aprendi em livros como “Maravilhosa Graça”, de Philip Yancey e “O Evangelho Maltrapilho”, de Brennan Manning. Falei a eles sobre o Deus que está ansioso em nos perdoar, em jogar no fundo do mar os nossos pecados. Mas para que alcancemos perdão, primeiro temos que reconhecer nossa condição. Como viciados em uma droga muito forte, não conseguiremos nos livrar do pecado sem ajuda. Mas só podemos receber ajuda se confessarmos sermos pecadores. Eu disse sobre começar a nossa oração sempre dizendo: “Deus, eu sei que Você já sabe: Eu sou pecador”.
Pecadores Anônimos não são hipócritas, são corajosos que assumem sua condição de “viciados” em se afastar de Deus. Deus não nos quer cabisbaixos, culpados, fracos, doentes. Nos quer alegres, fortes, saudáveis, sabendo que sua Graça nos alcança como os pecadores que somos. Eu sou um pecador anônimo (talvez não tão anônimo agora), mas creio numa graça que me conhece. Não há nada que me impeça de ser amado por Deus. Não há nada que O impeça de me amar.
Oi, meu nome é Danilo.
Meu nome é Ionara.
Lanne.
Maria.
Ricardo.
Lucas.
Rodrigo.
Isabela.
Vitória.
Richard.
Sinara.
Somos todos pecadores. Mas Deus nos ama mesmo assim.
Homem por tras da arte.png

Você que está lendo este post acessou esse site pelo Google (mais provável) ou pelo endereço http://blogdojoe.wordpress.com. A partir de agora, vc pode acessar por um endereço mais fácil de ser lembrado: http://descontentamentodivino.wordpress.com. O endereço já está funcionando com os antigos posts e comentários – nenhum foi apagado ou editado. O visual está bem mais apresentável e a proposta segue a mesma e se amplia: suas opiniões serão publicadas, suas dúvidas respondidas e seus desabafos terão voz. A nova proposta é continuar com as opiniões, e publicar não só a minha visão sobre um tema, mas a de ateístas, judeus, cristãos e todo aquele que se manifestar. Contra ou a favor. Descontentamento Divino. Crisitianismo puro, simples e livre.

Bem, estou de volta.
Vou postar de uma a duas vezes por semana (ou sempre que um assunto atormentar minha cabeça e eu quiser colocar pra fora) e trazer assuntos relativos a “Cristianismo para Não-Cristãos”, apresentando aos não-cristãos o Evangelho, as dúvidas, Deus, e tantas outras coisas que nos encucam.
Se você que está lendo esse post é cristão, não se surpreenda ou se “escandalize” com a maneira com que os assuntos são tratados aqui. Muitas vezes a nossa “verdade” não é a Verdade, que é Jesus. E se você já foi cristão um dia, meu desejo é lhe ajudar a recuperar a fé.
Se você é um não-cristão, esse blog pretende te ajudar a ter fé. Não na Igreja, não nas igrejas, não nas denominações – e existem tantas! – mas em Jesus. Meu objetivo é ajudar você a enxergar, não com os meus olhos, mas com os seus. Se precisar de ajuda, use os óculos de Deus.
Se você é ateu ou agnóstico, nós vamos descobrir juntos as provas de que Deus existe e nos ama, de uma maneira que, tanto eu quanto você possamos seguir sem dúvidas. Porque, se ele não existe, esse blog não tem sentido – ficaria só “Descontentamento”.
Como sempre, eu não tenho respostas, só dúvidas. E se você não tem dúvidas a respeito de Deus, pense de novo. Provavelmente, você ainda não O entendeu.

Há algum tempo, quando eu escrevi a história do homem azul (aqui), eu falei sobre deixar um legado, algo que permanecesse depois de sua morte. Semana passada meu pastor fez um sermão sobre um relógio de bolso que tinha cem anos. Disse que o relojoeiro tinha morrido, mas que seu relógio, esse sim, duraria para sempre.

Bem, até onde estamos dispostos a deixar um legado é o que me incomoda. Jesus nos ensinou a deixar frutos que permanecessem. Esses frutos, esse legado, deveria estar além de nossa curta vida humana. Ele não deveria durar 80 anos, mas 2.000, 3.000 anos, se possível.

Algumas pessoas querem passar por cima de seus irmãos, amigos, parentes, colegas de trabalho, para que possam deixar frutos que permaneçam. Uma maneira não-saudável, se me permitem dizer. Jesus deixou um fruto que permaneceu além da sua morte, e esse fruto não foi a Igreja.

Amor acima de tudo, pregar, falar com eloquência sobre algo que rompe barreiras de língua, raça, classe social, espiritualidade. Jesus nos ensinou algo que hoje é a base para todo uma sociedade.

Pedro, Paulo, Tiago, João, todos esses deixaram seus legados no tempo. Mesmo depois de suas mortes, ainda continuam vivos através do que deixaram. Ainda continuam falando, como o sangue de Abel.

Deixar um legado é fácil. Basta pensar, ter uma idéia e executar, mostrar como essa idéia funciona. Não é necessário ser algo revolucionário, pode ser feito por outras pessoas, apenas deve ser pensado, ser sentido pelo autor do legado. Você deve transpirar seu legado, sem negá-lo. Assim como o homem azul, as pessoas podem matar você, esconder seu corpo, lavar seu sangue das calçadas. Mas no dia em que elas se virem, saberão que foi você o responsável. Saberão que estão usurfruindo de algo por sua causa. Isso é obra sua. Esse é o seu legado.

E lá vai ele de novo! O Ano Velho, aquele que todo mundo diz que não vai sentir saudade, e faz questão de deixar passar. Mas na verdade, todos sentem saudades. O ano velho é que foi o ano feliz. Como diz um velho ditado (que eu vi em Kung Fu Panda, mas você pode ter visto em outro lugar), “o amanhã ainda não chegou, o ontem já passou e tudo o que temos é o hoje. É por isso que ele se chama presente”. Todos sentirão saudades dele, mesmo de forma indireta.

Ah, o ano passado! Quem não gostou dele. Milhares de coisas boas aconteceram – sim, também coisas terríveis, mas não se pode julgar um ano bom ou ruim pelo que aconteceu somente de ruim. Um ano nunca é totalmente ruim, nem um período é especificamente ruim, mas a nossa mente humana tem a incrível característica de pensar no quanto fomos ultrapassados, o quanto fomos infelizes, o quanto nos fizeram sofrer. Será que esse ano fizemos algo de ruim pra alguém? Será que alguém não ficou triste por nossa causa? Será que fomos irmãos tão bons assim, a ponto de lembrarmos do que fizeram conosco e não lembrar o que fizemos aos outros?

A regra de toda sociedade é que os bons modos, os bons costumes, não são simplesmente nossos. Afinal, o fato de não colocarmos mais os sapatos na mesa não quer dizer que não gostamos disso. Quer dizer que nos importamos com quem come conosco, que realmente nos importamos a ponto de abdicar de algo que nós gostamos de fazer (é nojento, mas tem gente que gosta) para agradar alguém que não gosta. Renunciar por amor é o maior trunfo para vivermos em sociedade.

E se o ano que vem nós nos comportarmos como nos comportamos esse ano, e continuarmos assim até dois mil e parará, será que haverá um 2015, um 2016? Será que se repetirmos o que fizemos esse ano, seremos amados pra sempre? Seremos lembrados pra sempre?

Bem, não importa o que o ano novo nos trará. O que importa é o que nós traremos a ele. Adeus, preocupações com o ano novo! Feliz lembranças o ano velho me deixam, apesar dos sofrimentos, porque o ano velho – esse sim! – me ensina. O ano velho me diz o que eu posso continuar fazendo e o que eu preciso mudar. Feliz Ano Velho!

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